sexta-feira, 2 de outubro de 2009

POETRIX

Apaixonei-me por essa forma de versejar tão logo me foi apresentada por Marilda, alguns anos atrás. Naquela ocasião, na casa de uma amiga comum, rimos muito porque eu não consegui captar, na primeira leitura, uma tal 'verdade literal' que havia em um dos seus poetrix. Hoje, especialmente quando releio aquele determinado terceto, morro de saudade. Mas a esperança é maior do que a saudade e creio firmemente que ainda todas nós iremos nos reencontrar, tomaremos vinho e daremos boas gargalhadas. Do livro Lua Caolha, de Marilda Confortin - Araucária Cultural, Curitiba 2008, - formatei três deles dentre tantos os que gosto. Marilda tem um perfil adequado para escrever tão bem esses tercetos: brinca com as palavras de forma espontânea, rápida e facilmente. É um dom maravilhoso que dá a ela a oportunidade de criar imagens que nos inquietam e que nos arrebatam. Beijo grande, Ma!







POETRIX é um terceto contemporâneo de temática livre, com título, ritmo e um máximo de trinta sílabas, possuindo figuras de linguagem, de pensamento, tropos ou teor satírico. O mais interessante é que esta definição surgiu depois desta nova linguagem poética já existir. A palavra POETRIX (de POE, poesia e TRIX, três) surge pela primeira vez no idioma português no Manifesto Poetrix, publicado no livro TRIX - Poemetos Tropi-kais, de Goulart Gomes, que foi premiado com Menção Especial no Prêmio Jorge de Lima, outorgado pela Academia Carioca de Letras e União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro, em 2000. Mas, o POETRIX é, certamente, a primeira linguagem poética a ganhar uma definição discutida e elaborada pelos seus próprios praticantes - os poetrixtas - no mundo virtual da internet. O POETRIX foi proposto, inicialmente, como uma evidente alternativa ao hai-kai (haiku), mantendo a sua forma (em tercetos) mas subvertendo o seu conteúdo, ao admitir título, rimas, figuras de linguagem e um maior número de sílabas. No Manifesto Poetrix foram identificadas as suas principais características, que resultaram na atual definição do novo vernáculo:
-possui apenas uma estrofe de três versos, sem limite de sílabas (depois seria estabelecido o limite de 30 sílabas);
- o título é desejável, mas não exigível, podendo complementar o texto (atualmente, o título é uma exigência);
- não existe rigor quanto a métrica ou rimas (mas o ritmo é desejável);
- metáforas e outras figuras de linguagem, assim como neologismo, são uma constante no poetrix;
- geralmente há uma interação autor/leitor provocada por mensagens subliminares;
- é minimalista, ou seja, procura transmitir a mais completa mensagem em um menor número de palavras;
- passado, presente e futuro podem ser utilizados sem distinção;
- o autor, as personagens e o fato observado podem interagir, mesmo criando condições suprarreais, cômicas ou ilógicas (non sense).


Informações retiradas do site http://www.prosaepoesia.com.br/


Um comentário:

  1. Oh Vera! Que lindos vestes você deu aos meus petrix! Muito obrigada pela homenagem. Quando alguém lê um poetrix (menos de um minuto), já fico muito feliz. Quando alguém dedica horas buscando/escolhendo/colhendo imagens, tratando as imagens e vestindo meus tercetinhos, então...mama mia! Eu quase gozo. É maravilhoso. Muito, muito feliz. Obrigada, querida.

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